Resenha, Resenha de Álbum/DVD — May 22, 2012 at 5:06 pm

Soulfly – Resenha do Enslaved

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Nota: 9/10

Antes tarde do que nunca. O Soulfly lançou o ‘Enslaved’ há dois meses atrás, e só agora eu me prontifiquei a resenhar sobre tal obra. O motivo não foi falta de tempo (não que eu tenha de sobra) e nem de vontade. A realidade é que alguns álbuns simplesmente não precisam de resenha. A repercussão deste que é o oitavo álbum do Soulfly, foi positivamente maciça. Os elogios foram unânimes, e de fato, para quem é fã do estilo, é incontestavelmente um trabalho primoroso. Diante da situação, por que eu deveria escrever mais um texto que ficaria na net junto com tantos outros, argumentando as virtudes das músicas do CD de forma “pleonásmica”? Resposta: Porque o Soulfly merece isto!

Quando saiu do Sepultura, Max Cavalera começou esta banda contra todas as probabilidades de crescimento, sendo acusado de ter tomado uma atitude anti-profissional e até infantil, fazendo música considerada ‘modinha’, lançando um álbum debut com produção bem inferior se comparado ao que estávamos acostumados a ouvir no Sepultura, criticado por chamar sempre tantos convidados especiais que aparentemente serviam para ampliar a atratividade e popularidade do CD, entre outras difamações. Claro que isso não é a opinião de todos, mas foi de fato a grande polêmica da época. E após tantos anos, ao ouvir o ‘Enslaved’ percebo um álbum de extrema qualidade em todos os seus ângulos. Musicalidade, criatividade, gravação e coesão. Max aplicou neste trabalho toda sua experiência acumulada, arrecadada pelo Sepultura, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, etc., presenteando a todos com uma gama de riffs destruidores e agressividade constante. Fã da banda ou não, seja quem for, seria um crime não considerar o ‘Enslaved’ uma vitória. Um triunfo glorioso!

A banda já vem apresentando bons materiais há bastante tempo, mas Enslaved é de longe o mais maduro. É sólido – sem soar linear demais – e furioso como nunca. As participações extraordinárias continuam, desta vez com Travis Ryan (Cattle Decapitation) em “World Scum”, Dez Farfara (Coal Chamber e DevilDriver) em “Redemption of Man by God” e os filhos de Max – Richie, Zyon e Igor Jr. – em “Revengeance”. A produção é de Chris “Zeuss” Harris (3 Inches of Blood, Chiamaira, Shadows Fall) e do próprio Max.

Não vou citar destaques. Cada música tem algo de particular pra oferecer. Baterias blast beat, solos de guitarra bem trabalhados, Hardcore, Grindcore, guitar noises feitos com whammy,velocidade, groove, e Max Cavalera em seu auge acompanhado de um time magnificente. E por incrível que pareça, não é uma grande bagunça. Muito pelo contrário, conforme citado anteriormente, é absolutamente coeso e altamente recomendável.

Integrantes:
Max Cavalera - guitarrista e vocalista
Marc Rizzo - guitarrista
Tony Campos – baixista
David Kinkade – baterista

Tracklist
Resistance
World Scum
Intervention
Gladiator
Legions
American Steel
Redemption of Man by God
Treachery
Plata O Plomo
Chains
Revengeance