Resenha, Resenha de Show — March 25, 2012 at 1:24 pm

Show do Amon Amarth em São Paulo – Épico

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24 de março de 2012 – Amon Amarth ao vivo é uma coisa inexplicável. É uma real celebração aos deuses nórdicos. Infelizmente meu amigo Rafael Caminhas e eu perdemos parte da primeira música porque estávamos na fila, que parecia interminável. Foi um erro grave não ter entrado antes, pois eu acreditava que não começariam o show enquanto as pessoas ainda estivessem entrando.

Lá dentro me surpreendi com um Carioca Club absolutamente lotado. O ar condicionado era inexistente e só ajudou a aguçar a sensação de estar em um campo de batalha. Após me localizar perto da mesa de som, meu lugar de preferência para assistir e ouvir melhor, começou a poderosa ‘Runes To My Memory’. A qualidade de som era razoável, e faltou talvez um pouco mais de volume pro vocal e definição para as guitarras, mas a performance da banda foi impecável, de modo que transmitiu muita energia para o público, que cantou a música do começo ao fim. Em seguida tocaram ‘Destroyer of the Universe’ do novo álbum ‘Surtur Rising’, e a casa foi levada ao caos definitivo. Mas o primeiro ponto de êxtase da noite foi com ‘The Pursuit Of Vikings’, que desde as primeiras cavalgadas de guitarra transportou todas as pessoas para uma realidade alternativa onde era permitido ser selvagem e incivilizado. Simplesmente gloriosa!

Entre as músicas o vocalista Johan Hegg abria um enorme sorriso mostrando surpresa e satisfação com a imensa energia do público brasileiro. Que poder!

Outro momento muito marcante do show foi a mítica ‘Cry Of The Black Birds’. Sua melodias influentes mais uma vez conduziram as mentes dos metalheads ali presentes ao morticínio sangrento de uma batalha viking. O primeiro set foi encerrado com ‘Victorious March’ do antigo ‘Once Sent From the Golden Hall’, porém todos se preparavam para ter um pouco mais, afinal ainda faltavas algumas “coisinhas” importantes. E então, com o salão todo escurecido, trovões enfurecidos começaram a urrar e capturar a euforia e espectativa de todos, preparando-nos para um dos momentos mais aguardados do show. E assim começou ‘Twilight Of The Thunder God’, de modo que nao existia mais banda e platéia de forma separada. Tudo se tornou um. As vozes cantaram em uníssono do começo ao fim e pessoas se abraçavam de alegria. Uma experiência indescritível.

Nesta hora Hegg falou que já era tarde e que teria que encerrar o show, mas obviamente em tom de brincadeira. O público gritou forte, sabendo que o Amon Amarth não deixaria o palco sem nos presentear com a clássica Guardians Of Asgaard. E foi exatamente ela que veio em seguida transformando uma vez mais, todo o público em um imenso exército viking, esperando lutar uma batalha gloriosa e chegar ao Valhalla com seus machados, escudos e chifres de hidromel, tamanha era sua magnificência. Foi um momento único.

Após este ecerramento bélico, Johan Hegg, Johan Söderberg, Olavi Mikkonen, Ted Lundström e Fredrik Andersson agradeceram e deixaram o palco para que nós pudéssemos voltar às nossas realidades, com certa melancolia, mas por outro lado, com muito orgulho. Após o show o clima era fraternal, e mesmo com a forte chuva que caía, não foi difícil conhecer pessoas com quem compartilhar experiências e perspectivas. Uma atitude que só existe mesmo no meio Metal.  Então brindamos à Tor, Odin e à Amon Amarth. Que não demorem a voltar.

Setlist
War of the Gods
Runes to My Memory
Destroyer of the Universe
Live Without Regrets
Thousand Years of Oppression
The Pursuit of Vikings
For Victory or Death
The Hero
Valhalla Awaits Me
Slaves of Fear
The Fate of Norns
Bleed for Ancient Gods
Under the Northern Star
Free Will Sacrifice
Cry of the Black Birds
Death in Fire
Victorious March

Twilight of the Thunder God
Guardians of Asgaard