Resenha, Resenha de Show — June 1, 2012 at 11:28 pm

Pós-Show : Diablo Swing Orchestra (Inferno Club – 29/05)

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“Guest post de Vinícius Singh.”

Pois bem! É difícil falar de shows quando o assunto envolve um gosto pessoal. Mais difícil ainda é falar de um show quando o assunto é algo fora dos padrões, e quando falamos da linha Experimental do Metal, a coisa setorna mais complexa do que deveria.

Por que isso? Simples. Quando se usa termos como “Avant-Gardè Metal” ou “Experimental Metal”, é uma incógnita. Você pode esperar uma banda com músicas de 35 minutos de silêncio, berros ilógicos, ou misturas totalmente disconexas. O Diablo Swing Orchestra vai além (e antes) disso, fazendo um “MetalJazzPolkaMariachiTangoFusion” que permite você dançar e bangear na mesma música.

E foi o que vi no Inferno Club nesta última terça.

Falando um pouco sobre a banda, para quem não conhece : Formada em 2003 na Suécia, possui 8 componentes, com a vocalista Annlouice Loegdlung abusando de seu vocal lírico absudamente potente, formando dueto com dois homens – Daniel Håkansson e Pontus Mantefors – que alternam entre vocais calmos e um pouco mais histéricos, além de serem os guitarristas. Agregue a isso um baixista, um cara tocando violoncelo, um trumpetista, outro no trombone e óbvio, uma bateria. Pronto, você tem uma line-up totalmente fora dos padrões do metal, avant-gardè, como dito acima.

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(Banda pequena, não?)

Certo? Então, vamos pro show.

Começando com uma batucada de samba que deixou muita gente perplexa, a banda entrou com Guerrilla Laments, do novo álbum Pandora’s Piñata, lançado dias atrás. Emendou com A Rancid Romance, uma mistura de Metal com Tango, música bem conehcida da banda, que deixou a casa tremendo no refrão – você notava até mesmo casais dançando no mesmo do púlico. Hey, você achava que isso existia no metal? É…

Depois,  2 momentos calmos com How to Organize a Lynch Mob e Black Box Messiah, seguindo com o hit do novo álbum, VooDoo Mon Amour, aonde a influencia do Jazz se mostrou mais presente.

Outras músicas dos dois primeiros álbuns como Infralove, Lucy Fears the Morning Star e A Tap’s Dancer Dilemma causaram furor no público, que estava estático com a técnica mostrada ao vivo por todos os músicos. Em certos momentos, quando a voz de Annlouice Loegdlung alcançava notas bem altas, ouviam-se aplausos por toda a parte do público, muito merecidos por sinal.

Uma das canções mais populares da banda, Poetic Pitbull Revolutions, que mistura música típica Mexicana com Metal, mostrou a capacidade da banda em variar totalmente o estilo sem muito esforço, tal qual a penúltima música, Vodka Inferno, que forçou todos que viam o show a levantar garrafas e copos logo no começo no ritmo da Polka Russa.

Pra fechar o show, a banda tocou a música “tema” deles, Balrog Boogie, causando mais uma onda de danças incentivada pela própria banda em uma frase clara : “This is your last chance to dance!” – mostrando o espirito do grupo, aonde um dos membros se jogou no público no final do show.

Enfim, um show histórico por se tratar de uma rara banda no estilo que veio para o Brasil. Espero, assim como muitos, que seja apenas a porta de entrada para que grupos Experimentais no Metal venham cada vez mais pra cá, divulgando uma faceta pouco trabalhada no cenário nacional.

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