Resenha, Resenha de Álbum/DVD — June 26, 2013 at 10:29 pm

Megadeth – Super Collider. Involução?

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Megadeth-Super-Collider

Resenha do Super Collider – Megadeth – Nota: 06/10

O Megadeth sempre foi uma banda injustiçada, ofuscada pelo sucesso do Metallica e pelas polêmicas de Dave Mustaine e que entre idas e vindas e várias mudanças na formação sempre manteve uma certa regularidade em seus discos, em que eu só consigo apontar como péssimo o “Risk” de 1999.

“Super Collider” que muito me assustou quando ouvi a faixa que da título ao álbum é regular se o escutarmos como um disco de hard rock, e ruim se comparado com os últimos três disco que o Megadeth lançou “United Abominations” (2007), “Endgame” (2009) e “TH1RT3EN” (2011).

A primeira faixa “Kingmaker” lembra os velhos tempos, mas não de “Rust in Peace” (1990) ou “Peace Sells…” (1986), mas do “Cryptic Writings” (1997), “Super Collider” e “Burn!” caem bruscamente e perdem a pegada em relação a primeira música e me trás de volta a mente o “Risk” (1999), duas faixas que passam bem longe do heavy/thrash metal que colocou o Megadeth no Big Four.

“Built for War” trás de volta a boa impressão do começo do disco, com vocais bem agressivos e uma passagem boa para ser entoada em coro nos shows da banda, “Off the Edge”  a balada “Dance in the Rain” que tem o vocalista do Disturbed , David Draiman,  dividindo os vocais com Dave Mustaine, “Beginning Of Sorrow”, “Don’t Turn Your Back…” e o cover do Thin Lizzy “Cold Sweat” também agradam bastante e se o disco se resumisse a isso até que seria bom.

Mas “The Blackest Crow” esta ai no meio para causar estranheza com um banjo usado na introdução e dedilhado no seu decorrer, algo que não combinou em nada com a atmosfera do disco e muito mesmo com o som do Megadeth.“Forget to Remember” retoma o clima da faixa título do álbum e poderia muito bem ter ficado de fora do disco.

“Super Collider” é o décimo quarto disco de estúdio da banda, foi lançado oficialmente no dia 04 de junho de 2013 e não acrescenta nada de extraordinário ou novo a carreira da banda e só não é pior que o “Risk” (1999).  Se você o ouvir como um disco de hard rock talvez goste, mas se procurar pelo thrash/heavy metal que sempre norteou os discos do Megadeth talvez não goste muito deste álbum. Para fãs mais fanáticos, como eu, vale a investida.