Resenha, Resenha de Álbum/DVD — December 20, 2013 at 3:10 pm

Generation Kill: Resenha do álbum “We’re All Gonna Die”

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Resenha de “We’re All Gonna Die” – GENERATION KILL – Nota: 8,0/10

Considero Rob Dukes, vocalista do EXODUS e também do GENERATION KILL, uma das posturas de palco mais agressivas do metal. Dukes parece incorporar toda a raiva e agressividade das musicas do EXODUS e materializa-las no palco, e isso pode ser visto em qualquer vídeo ao vivo do EXODUS disponível no Youtube. Gosto do estilo dele.

Mas parece que só com o EXODUS Rob Dukes não estava conseguindo por pra fora toda a fúria e então junto com Rob Moschetti (ex PRO-PAIN e M.O.D) montou o GENERATION KILL, cujo release faz questão de destacar que a banda não é um projeto paralelo.

“We’re All Gonna Die” lançado oficialmente no dia 26 de novembro de 2013 via Nuclear Blast é a mistura do Thrash Metal “old school” com a vertente mais pesada e agressiva do hardcore e o resultado não poderia ter saído melhor.

O álbum conta com 8 faixas em pouco mais de 39 minutos, com muita coisa que poderia estar em um disco do EXODUS, mas que não tira o mérito do disco.

Gostei bastante do primeiro disco do GENERATION KILL, “Red White And Blood” lançado em 2011. O segundo disco “We’re All Gonna Die” não perde o peso e nem a velocidade, mas ganha um pouco mais de melodia, algumas “baladas”, se é que eu posso chama-las assim, ganham destaque.

“Born To Serve” abre o disco com aquilo que já conhecemos do GENERATION KILL. Em “Prophets Of War”, segunda música do álbum, da inicio as novidades guitarra dedilhada e Dukes realmente cantando, mostrando uma versatilidade no vocal muito grande, coisa que eu nunca ouvi em nenhum disco do EXODUS, mas a paz dura só até a metade, pois a guitarra chama aquilo que já conhecemos bem nos disco do EXODUS, e já até da pra imaginar o que vai acontecer caso eles toquem essa faixa ao vivo.

“Death Comes Calling” é mais uma das “baladas” do álbum, e vai assim até o final. “Friendly Fire” vem sem novidades acelerando de novo, já “Carny Love” é talvez a música mais estranha do disco, uma mistura de SUICIDAL TENDENCIES com MACHINE HEAD que não deu muito certo.

“Vegas” o primeiro sigle do disco, “There Is No Hope” e “ We’re All Gonna Die” fecham o disco com aquilo que o GENERATION KILL faz de melhor. As letras todas politicamente carregadas como manda a cartilha thrash/punk/hardcore.

O disco “We’re All Gonna Die”, remete ao passado sem soar datado e preso àquela época, e parece ser essa também a proposta do GENERATION KILL, que mantém a pegada do primeiro álbum com algumas surpresas agradáveis nesse segundo trabalho.

Para quem curte thrash metal e procura coisas novas recomendo o GENERATION KILL.

O GENERATION KILL é:
Rob Dukes (EXODUS) nos vocais
Rob Moschetti (ex PRO-PAIN e MOD) no baixo/Backing Vocals
Jason Trenczer (ex-MUTILATION) guitarra
Jason Velez guitarra
Jim DeMaria(ex-MERAUDER) bateria

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Track Listing “We’re All Gonna Die”
01 – Born To Serve
02 – Prophets Of War
03 – Self Destruction
04 – Friendly Fire
05 – Carny Love
06 – Vegas
07 – There Is No Hope
08 – We’re All Gonna Die