Resenha, Resenha de Álbum/DVD — July 26, 2013 at 3:17 pm

All Pigs Must Die – Acaso surpreendente

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Resenha do Nothing Violates This Nature – All Pigs Must Die – Nota: 09/10

Antes de começar a resenha do disco vou falar um pouco sobre a banda que descobri no início dessa semana através dos vídeos relacionados do Youtube enquanto ouvia uma banda de hardcore de nome Bane. Por serem de Boston talvez o Youtube as relacionou, ouvi a faixa ”Chaos Arise” que abre o disco “Nothing Violates This Nature”  e “googlando” por ai achei o álbum inteiro para ouvir por streaming AQUI.

O All Pigs Must Die foi formado em 2009, seu line up hoje conta com Kevin Baker (The Conspiracy Hope) nos vocais, Adam Wentworth guitarras, Matt Woods no baixo (ambos também tocam no Bloodhorse) e Ben Koller (Converge) na bateria. O som é uma mistura perfeita de hardcore, metal e ódio, isso mesmo, ódio. Coloque em um liquidificador Napalm Death, Entombed, Integrity, Neurosis, Converge, Slayer, Discharge, Cro Mags e mais algumas coisas do gênero e teremos o All Pigs Must Die.

O disco “Nothing Violates This Nature” é o segundo álbum da banda tem o lançamento previsto para o dia 29 de julho via Southern Lord Records e logo de cara já mostra todo o poderio dos caras com a magnífica ”Chaos Arise”, vocal raivoso, amparado em riffs de guitarra que combinam perfeitamente a simplicidade das vertentes mais pesadas do hardcore com a complexidade, não menos pesada e rápida, das bandas de death e thrash metal.

“Silencer” mantém a mesma pegada, onde destaco o trabalho nas baquetas mesclando a levada bem característica do hardcore (mais uma vez) com passagens grind/crust sem atropelar a guitarra. “Primitive Fear” começa bem veloz, mas diminui um pouco a velocidade a música é bem pesada e vai ficando angustiante do meio pra frente como que anunciando o que esta por vir.

“Bloodlines” parece que vem como uma continuação da faixa anterior onde o clima pesado e angustiante persiste, destaco que a banda em nenhum momento faz uso de vocais melódicos.

“Of Suffering” me fez lembrar bem de longe a introdução de “Welcome Home (Sanitarium)” do Metallica, mas assim que entra a bateria a referência se perde e o que temos é o ápice do clima das duas faixas anteriores, lembrando demais o Neurosis, sendo essa a faixa mais longa do álbum.

“Holy Plague” chuta o balde de novo e retoma a proposta das duas primeiras faixas no entanto termina de forma diferente de tudo que se ouve no disco até o momento. “Aqim Siege” é o que de mais clássico temos no death metal, quando derrepente descamba para o hardcore, sem perder o peso e tudo em pouco mais de  um minuto, “Sacred Nothing” faz o caminho inverso com um pouco mais de duração. “Faith Eater” vem com uma intro a lá Black Sabbath e passagens com riffs muito parecidos com o que fez o Megadeth no “Rust in Peace” e para fechar “Articles of Human Weakness” termina o disco da mesma forma que começou, raivoso, rápido, pesado, coeso e cheio de ódio.

apmd

“Nothing Violates This Nature” é intenso do inicio ao fim sem ser repetitivo, entra para uma lista que tenho de discos que consigo ouvir do inicio ao fim sem pular qualquer faixa. Mistura velocidade, peso e cadência em faixas singulares, há tempos não via junção tão bem feita de gêneros que combinam muito bem, mas que vem sendo maltratados por uma dezena de bandas ruins.

Bem produzido e com músicos competentes o disco entrega aquilo que a banda promete “Hardcore/Metal/Hate from Boston, USA”.